quarta-feira, 3 de março de 2010

Entendendo os impostos sobre os games

Quando falamos de pirataria, muitas pessoas vão dizer que se jogos não fossem tão caros, eles iriam largar a pirataria.
No entanto vemos que há uma grande ilusão em meio a população que os preços abaixariam significativamente, coisa que dificilmente irá acontecer
Afinal é só fazer um pouco de matemática basica que não veremos o preço de grandes lançamentos abaixo dos R$ 100,00, Veja a comparação feita com o preço padrão dos EUA

Estados Unidos — 50 dólares — R$92,73

Se adicionarmos o lucro do revendedor, fazendo dele apenas um intermediário, cem reais e o mínimo a ser atingido; ou seja nada de 20 ou 30 reais que muitos acham justo para um jogo que foi feito um investimento de milhões de dólares

Fazendo as contas
Então como um jogo no Brasil custa exorbitantes R$ 250,00 reais, considerando o jogo um “blockbuster”?
Simples, os impostos atribuídos chegam a 50%(se não mais) sobre o jogo que vem para o Brasil
Pegamos o preço do jogo acima, R$ 92,73 e colocamos todas as taxas atribuídas a ele o preço passa para R$157,35. Ou seja, mesmo que ninguém esteja lucrando nada e todos os trabalhadores estejam trabalhando de graça(o que e um cenário absurdo) este é o preço de um jogo que entrou de forma legal no pais

Razões
Como bem sabemos a industria de tecnologia é bem recente especialmente no Brasil, e quase todas as leis são da década de 90.
Em 2007 o deputado Carlito Merss visava incluir os jogos eletrônicos em uma rede de benefícios, ou seja haveria apoio legal à industria aqui no Brasil.
No entanto, o projeto não foi adiante e continuamos no fundo do poço

Solução
Difícil dizer, mas certamente começaria com uma análise do cenário da industria de games aqui no Brasil, e a conscientização das pessoas que ainda pensam que vídeo game é coisa de criança, coisa que deixou de ser há muito tempo, daí somente depois disso seria viável alguma mudança

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